Setembro trouxe decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil, ambas dentro do que o mercado projetava.
Estados Unidos
O Fed elevou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para o intervalo entre 3,75% e 4,00% ao ano, em linha com as expectativas. As projeções para os juros foram revisadas para cima e passaram a indicar mais uma alta ainda neste ano.
A mudança mais relevante apareceu em 2027. A mediana, que antes apontava para retomada dos cortes naquele período, passou a sinalizar manutenção da taxa.
As projeções de inflação também subiram. O comunicado manteve a avaliação de que a atividade econômica segue sólida e que a inflação permanece elevada, sinal de que o ciclo de aperto pode se estender além do que se imaginava há pouco tempo.
Brasil
O cenário seguiu direção oposta. O Banco Central deu continuidade ao ciclo de cortes e reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, conforme amplamente esperado.
O comunicado teve poucos ajustes em relação ao anterior. A avaliação de que o balanço de riscos para a inflação segue assimétrico para cima foi mantida, assim como a mensagem de cautela na condução da política monetária. A projeção para o IPCA no horizonte relevante, o primeiro trimestre de 2028, permaneceu em 3,2%.

