No Dia do Livro, celebrado em 23 de abril, perguntamos aos sócios da Tori quais livros eles leriam novamente.
O Estrangeiro, de Albert Camus. Meursault comete um homicídio em uma praia da Argélia e acaba julgado, sobretudo, pela indiferença que demonstrou no enterro da mãe. Publicado em 1942, é o romance que fundou a ideia de absurdo na literatura do século XX. Escolha de Arthur Mello.
The Million Dollar Financial Advisor, de David J. Mullen. Construído a partir de entrevistas com consultores financeiros de alto desempenho, o livro organiza em lições práticas o que sustenta uma carreira de aconselhamento: disciplina de processo, relacionamento de longo prazo e clareza na comunicação com o cliente. Escolha de Claudia Salles.
O Homem de Constantinopla, de José Rodrigues dos Santos. Romance biográfico sobre Calouste Gulbenkian, o armênio que negociou participações nas maiores reservas de petróleo do século XX e reuniu uma das mais importantes coleções de arte privadas do mundo, hoje em Lisboa. Uma história sobre fortuna, negociação e o que se faz com o que se acumula. Escolha de Fernanda Valle.
As Intermitências da Morte, de José Saramago. Em um país qualquer, a partir de 1º de janeiro, ninguém mais morre. O que começa como celebração nacional expõe rapidamente o que a morte organizava sem que ninguém percebesse, das seguradoras às famílias. Escolha de Lara Rodrigues.
What It Takes: Lessons in the Pursuit of Excellence, de Stephen A. Schwarzman. O cofundador da Blackstone reconstrói a formação da empresa e as decisões que a moldaram, com atenção ao que é preciso para construir uma instituição capaz de durar mais que seus fundadores. Escolha de Ricardo Guimarães.
The Big Short, de Michael Lewis. A crônica dos poucos investidores que perceberam, antes de todo mundo, o que havia dentro dos títulos hipotecários americanos, e sustentaram a posição enquanto o mercado inteiro apostava contra eles. Escolha de Tharcisio Santos.
Entre seis escolhas, quatro vêm da ficção. A literatura ensina a ler contexto, a reconhecer motivação e a conviver com ambiguidade, e essas são exatamente as competências que um patrimônio exige de quem o acompanha, porque atrás de cada decisão há uma família, uma história e um conjunto de expectativas que nenhum relatório traduz.
Na Tori, a leitura faz parte do cotidiano. Toda sexta, o Que Semana é Essa? traz uma indicação, e todo mês o Entre Páginas e Patrimônio reúne quatro leituras.







