Rick Rubin produziu Johnny Cash, Adele, Jay-Z, Metallica e Red Hot Chili Peppers sem tocar instrumento algum. É nove vezes vencedor do Grammy em categorias como Álbum do Ano, Produtor do Ano e Álbum de Country. O que ele leva ao estúdio é um método de atenção, escuta e julgamento, sistematizado no livro The Creative Act. Reunimos aqui algumas das suas regras.
Imponha restrições que quebrem o hábito. Quem sempre escreve no computador deveria tentar o papel. A estrutura que interrompe o ritmo automático obriga a atenção a voltar ao presente.
Distração não é procrastinação. O momento em que não se pensa no problema dá acesso a uma parte diferente da mente, capaz de enxergar ângulos que o esforço direto não alcança.
Comece com o mínimo de regras. Convenções acumuladas definem o que é possível antes de o trabalho começar. Se o objetivo é fazer algo excepcional, a maioria delas não se aplica.
Terminar é um hábito a cultivar. Quanto mais vezes conseguimos lançar o trabalho, menos peso a insegurança tem sobre ele. A obra inacabada protege o autor da crítica e o impede de aprender.
Siga o entusiasmo. Entre dois caminhos tecnicamente equivalentes, escolha o que desperta energia. O entusiasmo do autor tende a sobreviver na obra, e o tédio também.
A obra não é você. Separar o valor do trabalho do valor de quem o fez permite ouvir crítica sem defesa, descartar sem drama e recomeçar sem crise.
Você sabia
Antes de produzir lendas, Rubin era DJ dos Beastie Boys sob o nome DJ Double R, enquanto ainda morava na NYU. A Def Jam nasceu ali, no quarto de estudante, e o primeiro lançamento oficial do selo trazia no encarte o endereço da gravadora, que era o número do dormitório.
“Art is choosing to do something skillfully, caring about the details, bringing all of yourself to make the finest work you can. It is beyond ego, vanity, self-glorification, and need for approval.” Rick Rubin, em The Creative Act

